• Clau Gazel

Amsterdam: a vida que pedi a Deus


Se eu não tivesse visto com meus próprios olhos, talvez nem acreditasse. Tudo fecha às 18 h. (lojas, farmácias, floriculturas), exceto supermercados, cafés e restaurantes. Às 18h.: nem mais, nem menos. (Para se ter uma idéia, estávamos quase comprando dois computadores na Apple e o vendedor disse: Sorry Sr., but can we continue tomorrow? It is six o’ clock.) Aí, cada um pega sua bike, estacionada não mais distante do que 50 metros, e vai para casa, para casa de um amigo, um bar ou um café. E há no ar algo subentendido: nada de ficar dentro de casa. Porquê? Porque está calor, porque o verão chegou, porque até às 22 h. ainda é dia. (Esse é o presente para quem fica três meses do ano passando um frio de doer o osso.)

Então, enquanto um passa no supermercado pra comprar umas cervejas e umas gostosuras para o jantar, outros se preocupam em tirar a mesa e colocá-la na calçada (isso mesmo: tirar a mesa da sala e colocá-la na calçada), bem em frente de casa ou do outro lado da rua, junto ao canal. E há quem se contente em simplesmente tomar um aperitivo ali fora, antes do jantar.

Outros preferem lotar as mesas dos bares do Jordaan. E há outros ainda mais ousados (muitos outros!) que se aventuram com seus barcos pelos canais, fazendo piquenique à bordo ou brindando com um suave vinho rosé. E há quem prefira parar o barco em frente a um restaurante, fazer o pedido e jantar ali mesmo, no próprio barco. (Eu vi isso, juro que vi!)

Num prédio em frente ao apartamento que ficamos teve festa para 40 pessoas na calçada, até a uma da manhã. Com frigobar, baldes de vinhos e até piscina infantil inflável lotada de gelo e latinhas de cerveja. Ninguém me contou, eu vi!!! Eu vi a alegria no rosto das pessoas, eu vi de perto a vida que pedi a Deus!

Café no Jordaan


Bar do Jordaan


Jantar no barco



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