• Clau Gazel

Férias na neve na França: Serre Chevalier


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O verão mal foi embora e já estou pensando em ir para a neve… pode parecer meio cedo, mas não é. O ano escolar francês começou e o calendário de férias já está aí, só esperando para ser preenchido. A partir de novembro as estações de ski já começam a ficar cheias e, a depender da meteorologia, algumas delas não esvaziam até o fim de abril. Não sou uma profunda conhecedora do assunto, bem longe disso. Mas se tem um lugar que conheci e achei super especial é a região de Serre Chevalier.

Quando ir?

A partir de hoje, 01.10.2013, estão abertas as pistas de Serre Chevalier. A meteorologia você pode acompanhar pelo site oficial da estação. As informações abaixo referem-se às condições no pico da estação, hoje pela manhã.


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Como é a estação?

Considerada uma das maiores estações de ski da Europa, Serre Chevalier oferece 250 Km de pistas com 1200 a 2800 metros de altitude. Tem pistas para todos os gostos, de principiantes aos mais ousados. No total, são 100 pistas e mais de 60 mecanismos de subida, entre teleférico, cadeirinhas e cordas. Para saber mais detalhes, baixe o mapa da estação aqui.


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Para aqueles que ainda estão começando, é possível contratar um professor particular. Para ter acesso às pistas, há diversos tipos de pacotes de preços. Apenas para se ter uma ideia, um pacote para quem já tem todo o equipamento, com  acesso ilimitado às pistas, custa 214 euros por um período de 6 dias. Há descontos bem interessantes para quem está em família.


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Onde fica e como chegar?

Serre Chevalier está localizada no departamento Hauts Alpes, no sul da França, entre Lautaret e Briançon. O vale fica bem próximo da fronteira com a Itália. O complexo abrange diversas cidades: Briançon; Puy Saint André; Puy Saint Pierre; Chantemerle (St Chaffrey); Villeneuve (La Salle les Alpes); e Le Monêtier les Bains.

Partindo de Paris, são 700 Km a percorrer de carro; uma pernada sujeita à nevascas (pense nisso se não tiver experiência em dirigir na neve). Uma opção é pergar um avião até Turim, que fica a 110 Km do vale, e depois alugar um carro. De toda forma, dependendo de onde ficar hospedado, o carro será indispensável para se locomover na região, seja para ir até o centro das vilas ou mesmo até a estação de ski. Outro jeito mais prático é um trem noturno que sai de Paris e segue até Briançon e leva aproximadamente 11 horas. Não há trens diurnos que fazem o trajeto direto; é preciso fazer uma correspondência em Lyon ou Grenoble e a viagem demora entre 7 e 8 horas. Em TGV, é possível fazer o trajeto Paris/ Oulx (na Itália) em apenas 4h40 e depois alugar um carro ou pegar um taxi. Oulx fica apenas há 35/40 Km de Briançon. Embora seja bem perto, este trajeto não é fácil, pois é preciso atravessar as montanhas e, acredite, as estradas estarão cobertas de neve.

Onde ficar e como se locomover?

É impossível listar aqui todas as opções de hospedagem na região. As cidades são as que citei acima.


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Se ficar hospedado em uma das vilas (La Salle é super fofa! É ela nas fotos acima), bem próximo das entradas da estação, não tem erro para se locomover. Agora, se por exemplo, alugar um chalet afastado da estação, ficará sujeito aos horários dos ônibus percorrem a região e, de todo modo, com o risco de ter que percorrer algum pedaço à pé, às vezes até no acostamento da estrada.

Para procurar hotéis ou opções de locação, indico o site oficial da região: http://www.serrechevalier-reservation.com.

O chalet que aluguei ficava no alto de uma montanha e, para chegar até a estrada por onde passava o ônibus, era preciso descer uns 500 metros… na neve. Tá, não dá para morrer, mas prático não é, especialmente se estiver com os equipamentos. E para subir, nem se fale. Por isso, se não quer depender de carro, hospede-se dentro de uma das cidades. Caso contrário, informe-se detalhadamente sobre a localização e acesso aos pontos de ônibus. Ou então, parta logo para a locação de um carro. Foi o que fizemos, ainda mais estando em 13 pessoas, com compras para fazer para abastecer toda a galera por uma semana.

Dica de hospedagem

O nosso chalet na verdade fez toda a diferença na viagem. Por dica de uns amigos que frequentam a estação há anos, conheci o site Chalets Lumiere et Bois. E, lógico, depois de dar uma olhada nas opções, ficou impossível pensar em alugar qualquer outra coisa… foi paixão à primeira vista. Ainda mais estando em família, com crianças, precisavámos de espaço e conforto para 13 pessoas. Lareira, cozinha super completa, com aparelho de Foundue e Raclette, sala super confortável, terraço com vista maravilhosa e até sauna. Os quartos e banheiros também eram ótimos, embora não fossem todos suítes. Enfim, eu achei perfeito e tenho a impressão que todo mundo foi embora para casa satisfeito. No site dá para ter a exata noção de como ele é, o Chalet Bermuda. Aliás, isso é uma coisa importantíssima: as fotos do site são fiéis; não há o que tirar nem pôr e existem diversas opções de acordo com o número de pessoas. Eles também oferecem serviços extras como compras em supermercados, preparação de jantares, transfer de aeroporto ou estação de trem etc.


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Chalet Bermuda 1

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vista Chalet Bermuda

E o que mais fazer, além de esquiar?

Além de esquiar, é possível caminhar pelas vilinhas, muitas delas bem fofas, curtir os restaurantes, comer crepe e tomar vinho. Além disso, em Monêtier tem as termas chamadas Les Grands Bains, com piscinas aquecidas cobertas e ao ar livre, tratamentos corporais e saunas. Outra atividade que faz sucesso, especialmente entre as crianças, é o passeio em trenós puxados por cachorros. No site tem informações para contato e reserva.

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