• Clau Gazel

Marmottan comemora 80 anos e reúne obras impressionistas inéditas

Este ano o Musée Marmottan Monet faz 80 anos de idade e para comemorar organizou uma exposição única que pretende ao mesmo tempo homenagear os colecionadores de obras impressionistas, que sempre exerceram papel de fundamental importância para a criação e manutenção do museu, e também proporcionar ao expectador algo inédito.

A “expo” Les Impressionnistes en privé reúne 100 obras, entre pinturas, gravuras, desenhos e rascunhos, pertencentes a colecionadores particulares que, espalhados pelos quatro cantos do mundo, compartilham o mesmo entusiasmo pela arte e, sobretudo, a mesma paixão pelo movimento impressionista.

Organizadas conforme o percurso histórico, as obras são apresentadas a partir do nascimento do movimento, em meados de 1860. Os precursores do movimento Jean-Baptiste Corot, Eugene Boudin – que foi quem “descobriu” Monet, revelando-o ao mundo da arte – e Johan Barthold Jongkind estão ali representados. Manet, cuja importância para o movimento é inegável dada sua coragem e ousadia – o mestre fora altamente rejeitado ao expor na época, marca presença com uma tela de tirar o fôlego: Un Bar aux Folies Bergère, de 1881  – coleção particular (foto abaixo).


Destaque para a interessantíssima série de caricaturas feitas por Monet (Coleção Christian Baraja) durante sua juventude, época em que fora descoberto por Boudin.

Em meados de 1874 – e à esta época é dedicada a segunda parte da exposição – o grupo formado por Monet, Renoir, Picasso, Degas, Sisley, Berthe Morisot, Guillaumin e Cézanne, entre outros, se reúne para um primeira exposição oficial. O quadro de Monet Impression, soleil levant – que atualmente faz parte da coleção permanente do Marmottan – batiza o novo e polêmico movimento artístico e assim surge o Impressionismo.


Bosquet au jas de Bouffan – Paul Cézanne, 1975/1876.


Gardeuse d’oies – Sisley

Gustave Caillebotte, além de pintor, foi um dos maiores mecenas da época e aparece em destaque no museu nesta ocasião. Rico, Caillebotte pôde se dar ao luxo de colecionar obras de pintores amigos, com o Degas, Renoir, Sisley e Cézanne. Com sua morte, sua coleção foi herdada pelo Estado e, parte dessas obras foram doadas ao Musée du Luxembourg. Com cores marcantes, as telas do pintor se sobressaem na sala do museu.


Les soleils – Caillebotte, 1885.


Intérieur, femme à la fenêtre – Caillebotte, meados de 1880 (imagem: Comité Caillebotte).

Degas com o passar dos anos se desgarrou do movimento impressionista, seja pela escolha de diferentes temas ou até mesmo pela escolha pictural. No percurso da exposição, além de algumas telas que podem ser classificadas como impressionistas, o visitante pode conferir diversos desenhos do pintor.


Enfant – Degas, 1878/1880.

E ao final do percurso delicie-se com uma enorme tela de Monet que, rodeada por outras obras da mesma época, colocam um pé além do Impressionismo, beirando a abstração. Monet foi o último impressionista a falecer, em 1926.


Hemerrocales – Monet, meados de 1990.

E se você se identifica com a pintura que agitou o mundo das artes na segunda metade do Séc. XIX, dê-se este prazer: é a ocasião para ver obras que não se sabe se serão novamente expostas. E muitas delas de uma beleza sem igual.


Claire Durand-Ruel, comissária da exposição, destaca que há telas ali expostas pela primeira vez na história.


Anote: Musée Marmottan; 2, rue Louis-Boilly; 13/02 a 06/07/2014; ter/dom – 10/18h e qui. até 20h; ingresso 10 euros (coleção permanente + exposição); metrô La Muette/linha 9. Agradecimentos: Sevice Presse Musée Marmottan.

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