• Clau Gazel

Paris para ler: A autobiografia de Alice Toklas


Retrato de Gertrude Stein feito por Picasso em 1906: o manking of da tela também faz parte do livro.

Quando fui ao cinema assistir 1/2 noite em Paris, há cerca de um ano, eu já estava inserida no contexto do filme, essa época fantástica  vivida por personalidades ilustres que marcaram de vez a história da cidade. Tudo graças à Autobiografia de Alice Toklas, que eu havia lido em 2010.

O livro escrito por Gertrude Stein em 1933 relata os tempos áureos das noites intermináveis no número 27 da Rue des Fleurus, endereço em que a escritora e sua companheira Alice Toklas recebiam pintores, escultores, poetas e escritores para jantares regados à muita discussão sobre arte e literatura. Entre os convidados mais presentes estavam Matisse, Picasso, Juan Cris e James Joyce. Vinda dos EUA em 1904, para encontrar seu irmão Leo, que chegara ao país no ano anterior, os dois, Gertrude e Léo, se tornam os maiores colecionadores de arte da época e se colocam no centro do movimento de vanguarda europeu do início do séc. XX. Com descrições interessantes acerca da personalidade dos pintores mais próximos, como Matisse e Picasso, bem como algumas fofocas atinentes à eles – a futilidade de Fernande, primeira mulher de Picasso; o ciúmes que Picasso tinha da relação estabelecida entre Gertrude e Matisse, entre outras – o livro tem como pano de fundo as grandes exposições de Paris, o nascimento do cubismo, a publicação de Ulisses, de James Joyce e as duas grandes guerras. A Autobiografia de Alice Toklas é um livro para se apaixonar ainda mais por Paris, mas também por um turbilhão chamado Arte Moderna. No Brasil, o livro foi publicado pela Cosac Naify e tem tradução de José Rubens Siqueira.


Curiosidade: Gertrude Stein dizia se negar a escrever a própria biografia e sugerira que Alice o fizesse. Diante da recusa de Alice, Gertrude promete escrevê-la e homenageia a amiga com o nome do livro.

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