• Clau Gazel

Hoje em Paris: Fallafel na Rue des Rosiers

Nem sei como estou aguentando ficar sentada para escrever este post. Na verdade, não sei como estou conseguindo respirar. Sabe aquela história que andei falando aqui no blog, que eu estava aprendendo a deixar no prato? Mentira! Estou coisa nenhuma! Hoje fui pela segunda vez ao Marais para comer fallafel. Da primeira vez, caí lá por acaso. E estava com uma baita fome. Mesmo assim esperei quase 35 minutos na fila, uma fila gigantesca que não andava nunca. E eu só pensava: deve valer à pena. Senão, porque esse bando estaria aqui, de pé, esperando debaixo dessa garoa fina? Quase chegando a minha vez, o cara da minha frente solta um “five, Monsieur“. Cinco? Ele pediu cinco? Sim, ele pediu cinco. Mas chegou minha vez e me lambuzei com gosto. Fallafel crocante, tempero na medida certa (sal, pimenta e molho),  a berinjela que derretia na boca, com uma consistência que nunca vi antes, e um picles de pepino MA-RA-VI-LHO-SO, que por sinal era à vontade. Eu peguei só dois, por vergonha. Mas da próxima vez vou pegar quatro, eu juro! Fiquei vários dias com cheiro de fallafel nas mãos. Já hoje resolvi comer sentadinha, numa mesa, com direito à prato, garfo, faca e guardanapo. E aí o prazer já não era mais o mesmo, porque comida de rua é comida de rua, para comer com a mão, num canto qualquer, se equilibrando, fazendo ginástica para salvar o último pepino que insiste em querer cair no chão. E ainda por cima segurar a máquina fotográfica.  Mas não era só isso – e me obriguei a ser justa e avaliar item a item. O pepino de hoje vinha picadinho, como salada. E assim o fallafel de hoje perdeu mil pontos para o primeiro. A berinjela era boa, mas não tinha o mesmo sabor e consistência daquela primeira, que derretia na boca. E achei que faltava um pouco de tempero, masi sal, pimenta e tahine. Daria nota 10,0 para o primeiro e 8,5 para o segundo. E quer saber, ainda gastei o dobro, porque escolhi comer na mesa (em todos os lugares é assim). E depois da odisséia, resolvi assumir aqui o compromisso de comer fallafel em todos os restaurantes da Rue des Rosiers e publicar o ranking para vocês.

Chez Marianne, n. 2 da Rue des Hospitalières-Saint-Gervais (esquina com a Rue des Rosier): o primeiro falafel a gente nunca esquece

Chez Hanna – n. 54, Rue des Rosiers

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